Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

meu mar, hoje

3 comentários:

Helena disse...

Bem parecido com o 'meu' mar, Mariana!...

Mariana disse...

Pensei nisso ao postar, nas fotos que vejo no seu blog.

Estas imagens são da praia do Recreio, um pouco distante do cartão-Rio-postal. É um mar belíssimo, e extremamente apaziguante. Simplesmente fica-se diante do mar, quer ele mande ou não mensagens em garrafas :)

http://www.youtube.com/watch?v=HobpxlC_cWY

Helena disse...

É o nosso mar, afinal. Apenas mergulhamos nele o olhar em locais diferentes, com ou sem mensagens em garrafas... :)

Muito obrigada pelo 'Corsário'!

Beijo