Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 29 de março de 2011

barquinhos doces...

Alguém busca por barquinhos doces na web e chega (ou quase) até aqui. Uma alegria qualquer me invade. Barquinhos doces para navegar! Internauta estimado, obrigada pelo presente. O sertão vai virar mar, pois não resistirá ao apelo, ser navegado por barquinhos doces? Não adocicados, mas suaves? Resistirão os barquinhos à força da intempérie? 

Sobradinho, de Sá, Rodrix & Guarabyra.

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