Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 31 de março de 2011

JAIR MAL SONORO

Clique na imagem para ampliá-la. Aqui o vídeo com as polêmicas declarações do deputado no programa CQC. Como diz uma amiga, é assim que o mundo anda para trás. Certamente este não é o país do futuro. Parece-me antes que teima em ser o país do passado, dos retrógrados. O Brasil vive uma estranha mistura de tempos: o presente é quase sempre fugidio, pois a luta pela sobrevivência muitas vezes assim o impõe; o futuro é um projeto de vida; e o passado é um fantasma que assombra em forma de múmias ditas liberais.