Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 17 de março de 2011

criaturas da noite

Flávio Venturini & O Terço

2 comentários:

Jamil S.P. disse...

Adoro O Terço!
Nos anos 70 eles não seriam classificados como MPB; talvez estariam mais pra rock progressivo, não sei. Bom, mas também essas classificações não querem dizer muita coisa, né?

Mariana disse...

Jamil, concordo com a questão que você levanta das classificações, mas o que importa é que essa música é linda demais, não? Indescritível a beleza dela.