Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 3 de março de 2011

Mário Faustino

"Os cães do sono ladram / Mas dorme a caravana de meu ser"

[do poema "Mito"]

Um comentário:

Franck disse...

Frase linda! Tbém gostei do vermelho da roupa!
Aqui para dizer-te que publiquei um livro de prosa poética, o qual definiu o CDD (rsrsr)... Passa no blog para visualizar a capa e quem sabe vai pintar a vontade de tê-lo?!
Bjs*