Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 10 de abril de 2011

Chico Buarque: Paratodos


Para todos: na genealogia que Chico Buarque traça para si, Tom Jobim é posto no mesmo patamar de seu pai, pelas remissões entre vida pessoal e criação artística. O pai é a primeira pessoa a aparecer na música, mas na genealogia musical Tom Jobim é o primeiro, o maestro soberano, Antônio Brasileiro. E Tom Jobim foi uma das amizades que Chico Buarque herdou do pai.

2 comentários:

Lunna disse...

Sinto saudades do Tom e não adianta mais apenas ouvir suas músicas porque fico pensando no silêncio que se impôs depois que ele foi, acho que nem o Chico foi mais o mesmo. rs
bacio e boa semana

Mariana disse...

Não tinha pensado por esse prisma.

Abraço, boa semana!