Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

distância

Ando cá em diálogos com a paz, a saber o que preciso ceder para ter a sua companhia. Não entendo o que ela diz, ainda, mas sinto que houve um progresso; afinal, estamos dialogando. 

2 comentários:

Helena disse...

Nem diálogo. Apenas discussões. Fortes discussões!...

(recebi o mail. Vai a resposta a caminho)

Abraço na inquietude

PS - Oiça este poema escrito musicado e cantado pelo nosso José Mário Branco. Inquietação:

http://www.youtube.com/watch?v=J5SvR0ThrZs

Mariana disse...

Prezada Helena: sim, discussões, pois diálogo, em se tratando da paz, talvez seja apenas um eufemismo, um modo de dizer. O que não deixa de ser um paradoxo. Ela tem aceitado, provisoriamente, minhas palavras, especialmente quando escritas.

Obrigada pelo vídeo. Que bonito!

"Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer / Qualquer coisa que eu devia perceber." Eis tudo.

Já respondo o e-mail.

Abraço afetuoso.