Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

escrita

É conhecida a simbologia da água associada à vida, e que mulheres grávidas sonham com água. Pois bem: há muita água neste blog, o que não quer dizer que ele não possa fazer água. 

Um comentário:

Michel Serres disse...

simbologia? só?
Nas águas, as dobras aproximam o que seria o mais distante. o tempo é como um rio. Assim como um rio, ele não corre da nascente para a foz, mas redemoinha, volta, dobra redobra.
Outros tempos, outros espaços que vivemos diariamente, mas que deixamos passa. (deixamos?).
Ói nóis aki travêis