Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ficção ou não, a vida termina por sucumbir ao caos

2 comentários:

Jamil P. disse...

a propósito, recentemente a revista time divulgou que o número de soldados americanos envolvidos nas guerras do afeganistão e do iraque que se suicidam já é superior àquele dos mortos em combate.

Mariana disse...

Horrível, não? A violência da guerra quebra a pessoa por dentro. Lembrei-me de um filme já antigo, com o Tim Robbins, Alucinações do Passado (Jacob's Ladder no original), que se torna quase um filme de terror.

http://www.youtube.com/watch?v=-0IdYid0KfM

Por outro lado, tentei assistir Guerra ao Terror e vi apenas um herói vulgar. O terror é a própria guerra.