Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 24 de março de 2011

escrita

"Respondi que o que mais queria, acima de qualquer outra coisa, era escrever, só isso, nada mais."

DURAS, Marguerite. O amante. Trad.Denise Bottmann. São Paulo: Cosac Naify, 2007, p.21. 

2 comentários:

Luiz disse...

Que bacana ver que v. está curtindo a Duras. Eu só quero ler, nada mais!

Mariana disse...

Diria que fui tensionada pela escrita de Duras. Porque é uma das minhas questões. Ou melhor, o que do livro esbarrou na questão da escrita. Mas com todo livro deve ser assim.

Você sabe o que quer, é um adianto e tanto.