Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 17 de abril de 2011

o silêncio dos livros

o silêncio dessa companhia me acalma

3 comentários:

Lunna disse...

Cada dia que passa me "lambuzo" com essa descoberta. Sim, seu blog é uma dessas descoberta. Até sinto que me entende quando escreve. Lia há pouco no reader o seu escrito sobre as mídias sociais e pensei "não sou a única a não suportar essas coisas, me senti regozijada". rs

bacio

Tinzia Menezes disse...

É, assino embaixo do que a Lunna escreveu. Como é bom encontrar sua ilha, Mariana, após tantas braçadas em um mar de coisas mesquinhas... Seu blog me ajuda a entrar em contato com algo que meu lado pequeno e as coisas pequenas do mundo tentam obscurecer (sem sucesso!): a poesia.


Abraços de Summerhill.

Mariana disse...

Meninas, suas palavras me fazem respirar a poesia da inquietude, da busca. Eu não sei mais viver sem poesia, e sou simplesmente apaixonada pelo meu blog.

Quando falo de redes sociais como o facebook, quero dizer talvez isso: há muito barulho nelas, pouca ocasião de criar coisas novas, coisas que de fato sejam uma abertura transformadora. Isso é o contrário da poesia, do impacto que um poema pode trazer. Mas talvez seja mesmo uma questão minha, não me achar nesses espaços.

Agora, poesia é artigo da hora, sempre, literatura/arte é onde acho que está a chance da sutileza.

Obrigada pelas palavras de incentivo. É uma satisfação saber que, pela escrita, coisas boas estão acontecendo, coisas boas, simplesmente. É alguma coisa que eu amo, sem saber bem o que é. Eu amo o mar que esta ilha promete.

Abraços.