Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

uma imagem para Emily Dickinson

Sam Kaye, de 12 anos, recebeu distinção da Royal Photographic 
Society por imagens de férias feitas na África do Sul (aqui)

2 comentários:

Menina no Sotão disse...

A imagem como verso, afinal, no caso de Emily é sempre o verso como imagem...

bacio

Mariana disse...

Talvez eu devesse ter dito uma flor para Emily Dickinson, ela que soube tanto imaginar flores em versos.

Abraço.