Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

inútil

Da inutilidade deste espaço eu bem sei, mas escrever aqui me faz bem. Então não é de todo inútil.

4 comentários:

Helena disse...

Exatamente, Mariana! É rigorosamente o que eu sinto em relação ao meu blog.

Abraço!

Mariana disse...

Gratíssima, Helena.

A necessidade de escrever é forte, mas é preciso demitir a aura do utilitarismo para que a escrita encontre alguma liberdade, e faça assim sentido para quem a abraça.

Outro abraço!

Jamil P. disse...

como diz aquela letra de música, a gente somos inútil.

Mariana disse...

:)