Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

dolce far niente

Ser insignificante tem suas vantagens. Por exemplo: imaginar que neste momento ninguém que me conhece se ocupa de mim em sua lembrança. Por que não? Somos protagonistas apenas para nós mesmos. É um dolce far niente sentir-se alheio ao turbilhão da existência. Algo que definiria como ostracismo na corrente dos afetos. Mas não é só isso. É querer passar pela existência sem fazer alarde, podendo livremente escrever quando sentir vontade.

2 comentários:

Jamil P. disse...

e aí menina, como foram suas férias? espero que ótimas. bom te ver de volta. : )

Mariana disse...

Oi, Jamil, as férias foram excelentes, porque descansei (esse verbo raro), em muitos sentidos.

Bom te ver de volta por aqui também :)