Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

homem elegante

"você tem a coisa mais preciosa que existe: candura" 
(clarice lispector dirigindo-se a chico buarque)

2 comentários:

sonia disse...

Até o andar dele é gostoso de se ver. É leve, tipo "urubu malandro", como dizia minha avó. Mui rico esse Chico!!!

Mariana disse...

Sim, o andar, o jeito com que ele entra no bonde, a naturalidade com que vai percorrendo as ruas, certo modo despretensioso de olhar...