Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

mar à vista...

Aqui ― o que já é uma indicação de lugar, de território, ainda que meramente discursivo ― o mar ― nomadismo? capitalismo? ― está à vista da ilha ― território subjetivo colonizado? subjetividade desterritorializada? ―, mas em interface com ela: as águas que banham as areias de suas praias, orlas, limites, trazem um frescor único e saudável à aspereza de saber-se território mais ou menos ou potencialmente colonizado, e são doces (apesar do agreste sal), vivas, em constante fluxo e embate contra o corpo que avança. 
vista do mar da paria de trindade (paraty-rj)

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