Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

R I S C A D O (Gustavo Pizzi, Brasil, 2010)

Riscado é um filme agradabilíssimo de se assistir simplesmente por ter uma estória interessante e bem desenvolvida; por nos dar a conhecer uma personagem por quem sentiremos empatia e que gostaremos de acompanhar até o final. Mas o que parece fazer de Riscado um filme ainda mais bonito é, justamente, a maneira como ele afirma o cinema: o filme, afinal, existe.” E a trajetória da atriz Karine Teles é delicada, bonita, inspiradora.

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