Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

The Big Lebowski cura qualquer tarde de tédio


Dentre os muitos méritos deste filme, uma concepção de masculinidade associada não ao poder ― que afinal resulta inócuo e vazio ―, mas antes ao imponderável e irresistível charme do protagonista. A canção de abertura, The Man In Me, é inseparável desse charme. 

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