Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sábado, 10 de setembro de 2011

OLD BOY

Assistir Old Boy (2003) é ter a chance de pensar em profundidade sobre questões  cruciais da existência, como o destino. O que disse o Omelete: “... o diretor coreano Park Chanwook mistura a inquietante violência tarantinesca com uma trama de mistério que levaria um sorriso ao rosto de Hitchcock. Esse amálgama de estilos funciona perfeitamente nas telas e o resultado tem uma originalidade rara hoje em dia.” O ideal é não ler nada sobre o filme antes de assistir e, depois, ter alguém com quem conversar.

2 comentários:

Professor Maurício Fernandes da Cunha disse...

"Old Boy" é um chute no estômago. Tem certos exageros, é verdade, mas foge completamente do lugar-comum. E o que dizer daquela cena do polvo?! Argh... Dizem que haverá um remake em Hollywood, espero que não. Perturbador pra valer é "Irreversível". Tente esse, Mariana.

Abraço.

Mariana disse...

Na verdade não me lembro da cena do polvo, ficou-me cravada a cena final, do castigo. É das coisas mais violentas e cruéis que já vi no cinema, desconcertante até dizer chega. É um castigo terrível. Quer dizer, já vi coisas piores, mas em Old Boy é a aparente falta de sentido que torno o filme único.

Obrigada pela indicação.

Abraço.