Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Todo abismo é navegável a barquinhos de papel" (Guimarães Rosa)

sublimes imagens da cosmologia; 
imagens de barquinhos; 
durval discos; 
thmari.blogspot.com; 
walter e fernando pessoa; 
mar pintura; 
praia à vista tumblr; 
verbos no imperativo; 
céu azul no rio de janeiro; 
há vida para além do facebook; 
cildo meireles espelho cego; 
barquinhos doces; 
escher; 
alguma coisa urgentemente; 
"tem coisa e cousa"; 
valloton felix; 
often a birden wim mertens;
paulo mendes campos frases;
villa lobos o trezinho do caipira de que se trata?

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