Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sábado, 17 de setembro de 2011

Roda Viva (Chico Buarque e MPB4)

2 comentários:

Luiz disse...

Muito bonita esta versão. Gosto muito dessa canção do Chico. Acho que tem muita verdade na letra dela, a sonoridade também me agrada. Tenho feito um exercício constante de saber que não tenho ou não posso ter sempre voz ativa, no meu destino mandar. Beijos!

Mariana disse...

Gosto deste trecho: A gente estancou de repente / Ou foi o mundo então que cresceu...

A questão da condensação de muitas coisas numa letra com certa simplicidade. Quanto à melodia, ouvi o Chico dizer que aquele final, polifônico, foi ideia do MPB4 naquela primeira apresentação, no festival da Record. Essa versão ficou primorosa.

A palavra destino é muito complicada. Beijos.