Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 13 de janeiro de 2013

álvaro de campos e o cansaço (moderno) de existir

O único jeito por vezes é fugir, como diz o poema do Álvaro de Campos, fugir da porrada, porque senão o nocaute é certo. 

3 comentários:

Marcantonio disse...

Fugir: ser ímpar nisso tudo...

Mariana disse...

Isso.

Mariana disse...

Mas como toda fuga envolve o risco de ser descoberto (e também da descoberta), melhor manter longe dos holofotes (e dos dicionários) esta definição para o verbo.