Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

My French Film Festival (14 a 29 de janeiro de 2011)

Tenho mania daqueles postais publicitários distribuídos nos cinemas, cafés, livrarias etc. Outros admitem manias mais bizarras. Esta é bem inofensiva, e ontem deparei-me com isso:


Conferi o site (http://www.myfrenchfilmfestival.com/pt/), e a proposta parece bem interessante. Talvez, como acontece como qualquer mostra ou festival, aquele 1% que vale a pena demanda paciência com os 99% que serão fatalmente esquecidos.

6 comentários:

Jamil S.P. disse...

Ano passado houve um festival de cinema francês aqui (ñ sei se só em SP) muito bom, pena que não consegui acompanhar por falta de tempo. Também havia um postal publicitário e tal, acho que o peguei até, mas ñ sei onde coloquei ou se acabei jogando fora. Como você, coleciono esses postais (a maior parte são feitos pela Mica), alguns são bem bacanas, criativos etc.

Mariana disse...

Tenho vários deles, desde os tempos que morava em Vitória-ES. São meu chamego, eu que nunca colecionei nada na vida.

Jamil S.P. disse...

Quando eu era criança, colecionava embalagens de cigarro. Naquela época havia umas bem interessantes do ponto de vista artístico mesmo (design, estilo, etc). Fora os álbuns de figurinhas, sobretudo com jogadores de futebol, que toda molecada gosta. Hoje só coleciono anillas de charuto e tampinhas de cerveja.
Se você tiver postais repetidos, podemos trocar. Se não tiver, podemos combinar de começar a pegar uns a mais para poder trocar, que acha? :) Aliás, há um projeto bem legal chamado Postcrossing, não sei se você o conhece? Já me cadastrei no site há alguns meses mas ainda não estou podendo particiar. Volta-se justamente à troca de postais entre pessoas do mundo todo. O site é http://www.postcrossing.com/

Mariana disse...

Isso que se chama trocar figurinhas. Meus postais estão espalhados, preciso organizá-los, e eu sempre pego repetidos, talvez temendo perder. Não ouvi falar desse projeto, mas quando morei em BH fiquei sabendo de alguma coisa relativa a um encontro entre colecionadores para troca de postais. Minha timidez não me deixou ir. Deve ter uns bons oito anos que venho guardando, de forma assistemática, postais, folders de eventos e congêneres.

Quando assisti à peça "Simplesmente eu: Clarice Lispector", não sei o que arrumei que cheguei em casa sem o belo (nem sei o nome que se dá a isso) "folheto" distribuído. Perdi na rua, deixei no bar, sei lá.

Vou ver cá o que tenho repetido.

Jamil S.P. disse...

Ah, eu também guardo tudo, folder/poster de eventos artísticos, mostras, entradas de cinema/museu, ingressos de concertos, catálogos, etc. Acho que se eu fizer um levantamento aqui devo ter coisas de mais de 20 anos atrás... De BH, p.ex., tenho de todos os lugares a que fui (Palácio das Artes, Casa Fiat, Pq. das Mangabeiras, etc etc), e claro, ñ em BH mas Brumadinho, do maravilhoso Inhotim.
Essa peça da CL com a Beth Goulart acabei perdendo. Pior que tava super tranquilo de assistir no CCBB.

Mariana disse...

Essa peça foi a melhor coisa que assisti em 2009 no Rio de Janeiro. Era a própria Clarice ali diante do espectador. Excelente!