Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 23 de janeiro de 2011

Verão Arte Contemporânea 5 - Belo Horizonte (15/01 a 20/02)

"Só os loucos sobreviverão". Pesquei essa frase na pequena fração a que tive acesso do projeto Verão Arte Contemporânea, em sua 5ª edição, acontecendo em Belo Horizonte-MG, com um projeto gráfico-visual atraente e inspirado (aqui). Uma das atrações é a exposição interativa Graffiti sem Limite (aqui), na galeria Mari'stela Tristão do Palácio das Artes, funcionando como um espaço aberto para intervenções de qualquer pessoa, reproduzindo a dinâmica das ruas.  

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