Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

debaixo dos caracóis dos seus cabelos


Música composta por Roberto e Erasmo Carlos em homenagem a Caetano Veloso quando este se encontrava exilado em Londres. Neste vídeo, Caetano situa o contexto da canção.

2 comentários:

Franck disse...

Nossa, fui longe com esta música! Ah, hj meu céu foi nuvem de algodão e blues e blues e blues...
Bjs*

Mariana disse...

Mesmo tendo os cabelos lisos, sempre gostei dessa música, antes mesmo de saber de quem era ou sua história. Imaginava-a uma canção de amor. E é. Essa areia branca parece ser muito boa. Bj.