Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

mudança

Encaixotar livros, dois anos de Rio de Janeiro, histórias. Acomodar em caixas de papelão os pertences, com o fim de mudar de endereço, e algo mais, porque ninguém viaja em vão.

4 comentários:

Jamil P. disse...

Vem pra São Paulo!

Mariana disse...

:)

Esquife de Memórias disse...

Desencaixotar a vida!

A cada hora
Receamos ver o cerne da caixa!
Seremos nós,Pandora?

Muita Paz!!Seu blog é muito interessante!

Mariana disse...

Obrigada!!!

Desencaixotar a vida, sim, me parece uma excelente ideia.