Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 12 de julho de 2011

aos navegantes

Arrisco, numa enquete, meu singelo mar à vista... ¿QUÉ TE PARECE ESTE BLOG? É apenas minha vocação para a curiosidade. Está ali, na barra lateral, abaixo dos seguidores. Sem maiores expectativas, exceto a mais recôndita: saber um pouco mais deste espaço pelos passos de quem, com ou sem compasso, ou bússola, aporta seus barcos momentaneamente aqui.

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