Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

sonho?

O sonho até já fazia algum sentido, quer dizer, aquela falta de sentido usual dos sonhos, enquanto tentava ordená-lo pela manhã, fazê-lo caber na dimensão do dia... até revisitar a imagem do post anterior, e que por isso foi postada. Vi-a ontem, e uma de suas cenas (ou situações) compareceu no final do aloprado sonho, imediatamente lembrado, ganhando por assim dizer uma pátina ilustrada. Felizmente hoje tenho análise.

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