Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Claude Debussy: Clair de Lune

[este blog, um silêncio, um vazio...]

3 comentários:

Franck disse...

O céu daqui não está vazio, além do cinza-chumbo, ele chorou de fazer pena neste dia... o céu não se conteve com a minha dor e chorou o que eu n/tinha mais para pôr pelos olhos...mas não enlouquecerei, virarei polén!
Bjs*

Jamil S.P. disse...

Bonito vídeo, casou bem com a música, gostei.
Vamos preencher esse vazio com mais música? Que tal essa? (é só áudio) http://www.youtube.com/watch?v=cGJN_aItiHE

Mariana disse...

Eu gosto do Debussy, mas não é sempre que consigo ouvir. Esse vídeo ficou muito bacana. Obrigada pela música :)