Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Brasil é aqui


Recebo por e-mail matéria desoladora sobre a atual condição da educação pública oferecida pelo município do Rio de Janeiro, publicada na edição de fevereiro da revista Piauí (só para assinantes). Destaco o trecho: "O Brasil ocupa o 53º lugar no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, que testou 65 países em 2009. E o Rio de Janeiro chegou em penúltimo entre os estados brasileiros no Ideb, à frente do Piauí e empatado com Alagoas, Amapá e Rio Grande do Norte." O texto do e-mail advertia para o conteúdo bombástico: "Mesmo conhecendo a situação de nossas escolas (e de nossa educação), tenho de confessar que a matéria anexa (da PIAUÍ deste mês) me causou mal-estar. A realidade é outra?"

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