Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

e aquela música levou-me ao infinito... [Carpet Crawlers - Genesis]

2 comentários:

Zé alberto disse...

olá,um dos seus mais queridos refúgios musicais...os acordes iniciais desta musica fazem-me recordar as musicas dos povos dos Andes, o vôo do Condor.

Mariana disse...

Curioso: essa música é de uma delicadeza fora do comum. "For my second sight of people, they've more lifeblood than before".

Mas é a melodia casando com a letra que me arrebata: é lindo.