Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 29 de maio de 2011

"I ain't looking for nothing in anyone's eyes"

Esta música combina bem com o frio que está fazendo neste fim de tarde de domingo: final do domingo, fim do breve intervalo entre a sexta e a segunda, já a certeza da segunda-feira e da vida que se repetirá na rotina do trabalho, até a próxima sexta à noite, quando os objetos de trabalho serão deixados no primeiro canto da casa. É melancólica a canção, a melodia sobretudo, e há este verso: "I ain't looking for nothing in anyone's eyes". 


P.S. Incorporação permitida. Vamos ver por quanto tempo.

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