Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 29 de maio de 2011

trecho de conversa: "fragilidade"

“O que é ser resistente (o oposto de frágil?)? Não seria o poder de fazer a mente sempre ganhar depois de uma luta insana? E ela ganha o que, com isso? Sua fragilidade pode ser a característica de uma flor, que nem por isso deixa de ser mais importante que uma barra de aço. Sua missão pode não estar na utilidade, mas na beleza, exatamente na fragilidade!

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