Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sábado, 5 de novembro de 2011

Solitude (curta)

2 comentários:

sonia disse...

No começo eu fiquei com um medão desse homem, mas depois que a Billie começou a cantar e quando o homem colheu a flor, o medo se transformou num poema!

Mariana disse...

Sônia, a riqueza visual deste curta é fortíssima, me lembrou muito Magritte. E a gente não vê os olhos do homem. O apuro técnico é tal que faz pensar numa animação. Mas tem outra coisa: eu descobri esse curta jogando a palavra "poetry" no vimeo. E pensei, ao final, que aquela mala bem pode ser a caixa de pandora... Mas aí já estou interpretando.