Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Roberto Carlos e Caetano Veloso: uma amizade contada pela música

4 comentários:

Helena Dias disse...

Como diz uma amiga minha, "quando eu acabar de derreter" penso em algo inteligente para dizer...

Mariana disse...

... já disse :)

francys disse...

Sempre resisti em fazer comentários, mesmo porque fico muitas vezes muda com as leituras que faço por aqui, mas, desta vez foi difícil não fazer.
Parabéns...De repente tudo vai ser diferente(rs).

Mariana disse...

Prezada Francys, bom saber que tenho sua companhia por aqui, ainda que silenciosa... o silêncio tem seus encantos. Muito obrigada por participar dessa escrita tênue que vou construindo aqui.

Quanto ao Roberto e ao Caetano, bem, você tem toda razão (ou emoção, quem sabe...). Sempre soube da amizade dos dois, mas sabia meio por fragmentos: esse vídeo compôs um mosaico bacana. Minha ligação com Roberto Carlos é pela terra natal. Com Caetano, além da obra em si, temos o 7 de agosto em comum. Um dia, muito por acaso, esbarrei com ele e ele foi super carinhoso comigo. Foi numa felicidade só, única, ímpar, talvez pelo inesperado do encontro, e em boa parte pela generosidade dele em acolher minha contida manifestação de carinho. É difícil falar desses encontros assim fortes... são tantas emoções...