Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sábado, 17 de dezembro de 2011

sábado

Finalmente hoje é sábado, e não uma esperança tênue em forma de ilusão rapidamente desfeita pela memória responsável e sempre ativa. Finalmente hoje é sábado, e isso não precisa ser um poema de Vinicius de Moraes.

2 comentários:

Cristiano Marcell disse...

Nem mesmo uma dor de cabeça de João Cabral de Mello Neto.

Final de semana revigorante para todos nós!

Muita Paz!!

Mariana disse...

:)