Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

trainspotting


E por falar em cinema, comecei a assistir Trainspotting, mas tive que dar o pause logo numa das cenas iniciais. Estava de estômago cheio. O filme terá que aguardar na fila uma outra oportunidade. 

2 comentários:

Professor Maurício Fernandes da Cunha disse...

Bom filme, pesado, forte. Com Danny Boyle é assim: uma no cravo, outra na ferradura. É capaz de fazer coisas muito boas como "Cova rasa" e "Quem quer ser um milionário?" e umas porcarias como "A praia" e "Sunshine - Alerta solar".

Hoje vou rever "O segredo dos seus olhos". Filme excelente, com um dos melhores planos-sequência que já vi.

Forte abraço!

Mariana disse...

Prezado Maurício: não tinha ligado o nome (Danny Boyle) à obra: assisti a "Quem quer ser um milionário?" e gostei bastante na época. Trainspotting está há muito na mira, mas foi difícil encarar as cenas iniciais.

O segredo é um belo filme.

Abraço!