Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 18 de dezembro de 2011

chuva...

Amanheceu chovendo, leve, leve, quase um murmúrio da natureza, trazendo-me aquela sensação única de mansidão que percebo na chuva, na chuva que trago em mim... E esse murmúrio equivale ao que escrevi ontem falando da brisa, senão à própria brisa, à leveza que nela entrevi ao falar das estações. A deusa me ouviu. 

Um comentário:

Cristiano Marcell disse...

Triste saber que a brisa e a chuva serão sufocadas brevemente pelos raios nucleares do sol do verão carioca,trazendo consigo o mal-estar.

O calor é demoníaco. Hades há de regressar!