Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Mário Quintana

DA PAZ INTERIOR

O sossego, se queres atingi-lo,
Não deixes coisa alguma incompleta ou adiada.
Não há nada que dê um sono mais tranquilo
Que uma vingança bem executada...

Mário Quintana. O aprendiz de feiticeiro seguido de O espelho mágico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012, p.79. 

2 comentários:

Helena disse...

Uma boa gargalhada me fez soltar esse poeminha!
:)

Mariana disse...

Inclusive a indiferença, como quis Borges, pode ser uma vingança bem executada. A sagacidade da paz...