Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

um mar que não cabe em mim

Oi, .................., não sei se você está muito a fim de papo, aliás, não tem nem mesmo como eu saber isso. O que sei é que as palavras não querem ficar aqui paradas, então escrevo. Acho isso que acabei de dizer bonito: escrever para não deixar as palavras paradas. Hoje eu ouviria qualquer coisa que me soasse minimalista, porque a poeira andou alta. 

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