Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sábado, 2 de fevereiro de 2013

desordem

Sonhei com este espaço. Aparecia-me caótico, com erros e furos, contrariamente ao modo com que o percebo, e não era uma questão de marcadores. Depois, ou concomitantemente, eu entabulava uma conversa meio acadêmica meio nonsense com alguém, versando sobre idiossincrasias minhas que não fazem qualquer sentido, depois de passado o sonho, e portanto não são traduzíveis. Por fim aparecia uma tradutora, conhecida minha e de meu interlocutor, para ajudar nos trabalhos.

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