Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

the man in me (bob dylan): canção maravilhosa

2 comentários:

Helena disse...

Bom dia, Mariana. Esse foi um dos livros mais difíceis, no sentido de dolororos, que li até hoje.

Abraço

Mariana disse...

Helena, bom dia. O seu comentário extraviou-se do post, mas não do blog. Aqui está, pois.

Eu imagino, porque vivencio, a questão da dor. Um dia, estando na casa de uma amiga e falando das dores que invadiram meu corpo após os 40, ela e o marido falaram-me deste livro, e resolvi ler. É muito difícil porque, no caso do personagem, a redenção envolve desapegar-se da vida, reconhecendo sua participação no que ela se tornou.

Abraço.