Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eglantine Gouzy: Boa

[ou: várias perspectivas não perfazem um olhar]

2 comentários:

Renata disse...

Ou ainda: "recolha os fragmentos e tente formar um sujeito, vários sujeitos".

Mariana disse...

Com o Escher por aqui, meus fragmentos encontraram uma possibilidade estética, pelo menos.