Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

sessão nostalgia - Legião Urbana: Tempo Perdido


No ônibus, um ringtone de celular me fez lembrar que já gostei bastante da Legião Urbana e de Renato Russo, trilha sonora inseparável da adolescência. 

5 comentários:

Luiz disse...

Engraçado, há dois dias fechei janeiro com uma sessão nostalgia com o Renato. Sou um dos poucos brasileiros que curte o Renato não como vocalista do Legião, mas como cantor solo do disco Equilibrio distante. Claro que conheço algumas músicas do Legião e até curto, mas quando coloco o cd italiano para tocar, nossa como é bom cantarolar..."Quando toccherai il fondo con le dita a un trato sentirai la forza della vita..."

Mariana disse...

Ouvi esse CD há muito tempo na casa de um amigo, e adorei o vídeo Strani Amore. O Renato era uma figura privilegiada. E que força no vocal, na interpretação!

La Solitudine é muito linda também. Boa lembrança.

Tinzia Menezes disse...

Não tenho saudade alguma da Legião... foi a trilha sonora do período mais deprê da minha vida: a adolescência. Deu um frio espinhal só de lembrar. =/

Renata disse...

Não só "Equilibrio Distante", como também The Stonewall celebration concert"! Vale muito a pena ouvi-los. "O último solo" também é uma beleza. Engraçado... ainda ontem vi uma entrevista do RR no Youtube. Ele foi meu maior ídolo de adolescência.

Mariana disse...

Eu fico meio a meio: o Renato foi um compositor e intérprete singular, um grande leitor de poesia e literatura, e sabia muito do Brasil. Agora, o Legião foi a banda que mais galvanizou a juventude dos 80. Como tal, ficou datado. Quando eu escuto o Legião, é pelo Renato Russo.