Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ilusão, acaso, coincidência, engano

De tanto falar no Escher, eis que a livraria da Travessa mandou-me, no lugar de outro livro que encomendei, o catálago ilustrado da mostra que se encontra no CCBB Rio (catálogo que, na própria Travessa do CCBB, encontra-se exposto). Cheguei a tocar o livro/catálogo quando fui lá, mas o preço desanimou. Ele me chega agora em casa sem eu mover uma palha, exceto o misto de interesse e dúvida com que olhei o livro então. A quem se enganou na hora de escolher e embalar o livro, eu ternamente agradeço. Esse engano está em consonância com a obra em questão.

2 comentários:

Renata disse...

Você gosta de Escher? Que maravilha! Ele é de encher os olhos, não?

Mariana disse...

Se gosto! A exposição dele está um sonho.