Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


sexta-feira, 8 de abril de 2011

ilha do passarinho

significado de não sonho mais chico buarque; artrorressonância onde posso fazer em belo horizonte; canções de bob dylan; ilha do passarinho; im not there; poema de monteiro lobato: reconheço percursos meus, pessoais e afetivos, nesses signos dispersos; reconheço a dispersão de uma aposta nesses percursos; reconheço, nesses signos, as asas com que me permito viver. 

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