Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 24 de maio de 2011

Bob Dylan, 70

Bob Dylan olha para o fotógrafo durante uma coletiva de imprensa em Los Angeles, em 1965
[imagem obtida aqui]

2 comentários:

Tinzia Menezes disse...

Linda foto do Bob Dylan. Ele nunca vai envelhecer para mim.

Mariana disse...

Sim, muito linda. Um leve sorriso de Monalisa a criar o enigma do olhar, da aparente espontaneidade da imagem.