Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


terça-feira, 24 de maio de 2011

exercícios

O local para onde me mudei possui uma sala de ginástica. Ainda não fui conferir, mas foi o bastante para me lembrar que faz mais de dois anos que não me dedico a qualquer atividade física. Desde então, as circunstâncias, as mais variadas, têm me impedido de retomá-las. Gostaria de voltar a fazer natação, se houvesse algum espaço por perto. Mas toda vez que penso em me exercitar me ocorre que o melhor exercício que gosto de fazer é este: escrever. Melhora bastante a respiração.

4 comentários:

Marciana o Mutante disse...

Totalmente de acuerdo.

Mariana disse...

Qualquer pre-texto, para mim, é motivo para texto. Grata!

Zé alberto disse...

Subscrevo inteiramente o seu ponto de vista.

abraço!

Mariana disse...

Zé Alberto, obrigada por compartilhar aqui seu amor pela palavra, aquela que desentranhamos de nós para desfazer nós.

Abraço.