Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


domingo, 22 de maio de 2011

olhar

Tudo o que se precisa é de um lugar privilegiado para olhar.

4 comentários:

Celso Mendes disse...

Gostei muito de sua proposta. Um local privilegiado para se olhar. Tenho o prazer de ser o primeiro seguidor.

abraços.

Mariana disse...

Obrigada, Celso. Escrever é minha cachaça, como disse o Drummond, entornou em mais de um copo.

Abraço.

Izabel Lisboa disse...

Seu blog promete, Mariana Te seguindo, com muito gosto!
Bjs. Izabel

Mariana disse...

Oi, Izabel, boa noite. Obrigada pela visita e pelo comentário. Vi que você estuda filosofia. Sabia que este marcador, novos possíveis, veio de um amigo da filosofia? Daquelas amizades que marcam um antes e um depois, e isso diz tudo.

Beijo!