Gosto de imaginar que ilhas significam-se ― fazem-se dizer por signos ― mediante barcos que se aventuram nas águas que as separam, mas também as unem: as águas podem ser oceânicas ou simples veredas, salgadas ou doces, profundas, turbulentas e mais difíceis de navegar, ou arroios cristalinos que escorrem transparentes entre pedras e vegetação de grande frescor. Os barcos, as palavras. E tudo o mais que diz respeito à palavra afeto, no sentido de afetar, atravessar. Escrever e ler são pontas de ilhas que se fazem significar ― os trajetos dependem dos barcos, das ilhas, das águas que as separam. Este blog não pretende nada, exceto lançar barcos que eventualmente alcancem outras ilhas. Barquinhos de papel.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fernando Pessoa & Cia em São Paulo: Carlos Felipe Moisés

“Antes de partir para o Brasil, Fernando Pessoa insistiu com seu amigo Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros em Lisboa, para que o acompanhasse. Este refugou: ‘São Paulo? A cidade que não pode parar? Melhor não. Desassossego por desassossego, prefiro o de cá’.” AQUI.

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